*- MARINA – Ausência/40 anos


PIANISTA MARINA M. PEIXOTO/AUSÊNCIA DE 40 ANOS

Marina Moura Peixoto (1917 -1975)

Marina Moura Peixoto (1917 -1975) – Pianista, Radialista e Musicóloga.

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          MARINA MOURA PEIXOTO (1917 – 1975), Pianista, Radialista e Musicóloga, da RÁDIO MEC e Medalha de Ouro (primeiro lugar, por unanimidade de votos,) do INSTITUTO NACIONAL DE MÚSICA, em 1932, aos 15 anos – ainda MARINA QUARTIN DE MOURA e aluna da Professora DULCE DE SAULES.

“As mulheres em geral são apagadas da memória, e, depois, da História.      ” DORIS LESSING (1919 – 2013)”

          MARINA M. PEIXOTO, nasceu no Rio de Janeiro em 27 de março de 1917, na Rua Lúcio de Mendonça, na Tijuca. Filha de EDUARDO JOSÉ DE MOURA FILHO (1867 – 1948), natural de Mariana/MG e Capitão Farmacêutico do Exército, e de CARMEN QUARTIN PINTO DE MOURA (1887 – 1970), carioca.

        Antes mesmo dos quatro anos de idade, menina prodígio, como MARINA MOURA, sob a orientação da Professora MATILDE DE ANDRADE ADAMO, ela já se apresentava em recitais públicos, em uma precocidade artística somente encontrada nos anais da Música no jovem Mozart. Era chamada a minúscula pianista pela mídia da época.

           Ainda muito jovem, excursionou pelo Brasil afora e chegou a ser comparada a MAGDALENA TAGLIAFERRO (1893 – 1986). Mas, em 1945, depois de contrair matrimônio com o médico, jornalista, radialista e musicólogo PERILO GALVÃO PEIXOTO (1913 – 2002), Marina optou por abandonar a carreira artística para se dedicar à vida conjugal e aos exitosos programas musicais – “ATENDENDO AOS OUVINTES”, “EM RESPOSTA A SUA CARTA”, “MÚSICA DE TODOS OS TEMPOS” e “MÚSICA, APENAS MÚSICA”, dentre outros – que produzia na Rádio MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA, PRA-2, onde foi Orientadora Musical e exerceu cargos de chefia. Ela havia ingressado no Serviço Público a convite de GUSTAVO CAPANEMA (1900 – 1985), Ministro da Educação e Saúde, sendo sua nomeação (publicada no Diário Oficial da União, em agosto de 1941), como simples Auxiliar de Escritório, assinada pelo então Presidente da República GETÚLIO DORNELLES VARGAS (1882 – 1954).

          No final dos anos 1960, solicitada, MARINA MOURA PEIXOTO retornou ao piano, acompanhando as cantoras líricas: LEDA COELHO DE FREITAS (1925 – 2000), MARIA DE LOURDES CRUZ LOPES e ALMA CUNHA DE MIRANDA (1928 – 1981), recitalistas da emissora, em gravações que permaneceram esquecidas por muito tempo no acervo da hoje Rádio Música, Educação e Cultura, até serem resgatadas, em 2010, por LAURO GOMES, em “Música e Músicos do Brasil” e RICARDO CRAVO ALBIN, no “Programa Ricardo Cravo Albin”.

UM BELO ROMANCE QUE TEVE INÍCIO EM MACEIÓ/AL

         Em agosto de 1935, MARINA QUARTIN DE MOURA fez uma turnê pelo Nordeste. Em Maceió (AL), hospedou-se na residência do Comandante GRACIANO ADOLFO MONTEIRO DE BARROS – ali designado para serviços da Marinha – e sua esposa OTTÍLIA TORRES MONTEIRO DE BARROS, sogros de CARMEN MOURA MONTEIRO DE BARROS, violinista e irmã de MARINA.

             Em Maceió não se comentava outra coisa que não fosse a bela “pianista carioca”. PERILO GALVÃO PEIXOTO, baiano de Salvador, recém-formado em Medicina, filho do penedense FERNANDO DA SILVA PEIXOTO e da brejo-grandense LAURA GALVÃO PEIXOTO, foi ao concerto. Na plateia, encantado, ele se apaixonou visualmente por MARINA, mas não conseguiu lhe falar depois do espetáculo.

Marina Moura Peixoto 3 (1917 -1975) e Perilo Galvão Peixoto (1913 - 2002) - Ano 1944

Marina Moura Peixoto 3 (1917 -1975) e Perilo Galvão Peixoto (1913 – 2002) – Ano 1944

          Em 1938, já radicado no Rio de Janeiro com a família, PERILO GALVÃO PEIXOTO outra vez comparece a um recital de MARINA, desta vez, na Escola Nacional de Música, enviando-lhe uma “corbeille”, ainda no palco, após a apresentação. Ela tocara o famoso Concerto em Lá Maior de Grieg, uma de suas especialidades. Por coincidência, moravam bem próximos em Copacabana e já tinham sido formalmente apresentados por uma amiga comum – a paraibana, MIOSÓTIS DE ALBUQUERQUE COSTA. A paixão entre os dois logo surgiu e namoraram por sete anos, casando-se em maio de 1945 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

            Em 26 de fevereiro de 1975, um mês antes de completar 57 anos, MARINA M. PEIXOTO, faleceu no Hospital da Lagoa, no Jardim Botânico, vítima de câncer. Deixou um casal de filhos, FERNANDO JOSÉ (1946) e TERESA CRISTINA (1951).

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A Opinião - Mauro Pereira de Lima Câmara

A Opinião – Mauro Pereira de Lima Câmara – ACLERJ, AGL, ESG

Clique na foto p/ melhor leitura.

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Colaboração:

– FERNANDO MOURA PEIXOTO (ABI 0952-C)

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