ZURICA – O Legado


O LEGADO DA POETISA ZURICA GALVÃO PEIXOTO

 

         A escritora e poetisa ZURICA GALVÃO PEIXOTO (*16-12-1914/+16-07-2005), nasceu na cidade histórica de Penedo/AL e faleceu aos 90 anos de idade, na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Sua biografia, fotos e vídeo passaram a integrar, virtualmente, o MUSEU DA PESSOA (www.museuda pessoa.net/pt/home) – São Paulo/SP.

         A Penedense ZURICA, não casou nem transmitiu a nenhuma criatura o legado de sua bondade, tais como: escritos, poesias, pensamentos, redações, crônicas e orações, que estão sendo publicados postumamente graças à mídia de sua terra natal, Penedo-AL.

          Alguns ótimos escritos de ZURICA:

“As palavras mais bonitas e sinceras nem sempre nos afloram aos lábios com facilidade. Elas nos escapam e ocultam-se como pedras preciosas no recôndito do nosso coração.” (Fragmento);

“Ó Lua, Como és linda / Na tua melancolia, / Que traduz mágoa infinda, / Espalhando a nostalgia… / Noite de luar / Que nos faz recordar / Com doçura e esplendor, / Tristeza… Saudade… Poesia… Amor…” (Noite de Luar, Penedo-AL, 1931l);

 

“Fugindo do cenário que a tortura, a mulher de hoje, tornando à menina de outrora, vai buscar as bonecas que um dia ficaram esquecidas a um canto. Ela as quer todas novamente, enfeitando seu quarto, distraindo-a, consolando-a…” (Menina e Moça, Penedo-AL);

 

“Não sei qual o meu sentimento por ti, relógio! Se te odeio ou se te adoro. Sei apenas que acompanhas todas as nossas sensações, as alegres, as tristes, as boas ou as más. Em teu bater, como que adivinho a tua voz a anunciar as fases da nossa existência, que o mundo gira, gira, e que tudo terá seu fim e que a morte será a maior certeza.” (Francis Querido, Maceió/AL, 1936);

“Primavera, primavera, / Ai quem dera a vida / Fosse uma eterna primavera / Cheia de sonhos, de ilusões / E de muito amor… (Primavera da Vida, Rio de Janeiro/RJ, 1939);

 

“Nem sempre a vida tem a mesma diretriz / E assim pode ser boa e pode ser má. / Entrega-te ao Destino que Deus der / E não te preocupes com o que vier. / Tudo é uma questão de sorte, / Ou maneira de pensar… (A Outra Face da Vida, Rio de Janeiro/RJ, 1940);

“O meu São Francisco imenso / Era meu bom confidente, / A quem, nas horas calmas do poente, / Cheias de profunda beleza, / Eu vinha contar as minhas mágoas, / Os meus anseios e tristezas. / E, quantas vezes, lágrimas / Pelas faces deixei rolar. // Ah, se as coisas materiais / Pudessem mesmo falar… / Muitas histórias o chalezinho vermelho / Haveria de relatar…” (Meu Chalezinho Vermelho, Rio de Janeiro/RJ, 1940);

 

“Sonhar… como é bom sonhar… / E ainda que seja tão breve a fantasia, / Vale a pena uma alegria, / Mesmo tendo de acordar…” (Sonho de Verão, Rio de Janeiro/RJ, 1941);

 

“Como um casarão vazio, abandonado, de onde haviam fugido sonhos e ilusões, minha alma se fechou dentro de si mesma, indiferente ao que se passava em derredor. Mas a sensação que hoje experimento é a de lhe ter aberto as janelas de par em par, permitindo que penetrasse uma rajada de ar puro e renovador. E a luz de um sol magnífico, vivificante e sincero, veio dissipar as névoas de tristezas que me asfixiavam o coração.” (Revelação, Rio de Janeiro/RJ, 1944);

“Como a felicidade está sempre tão longe de nós, distante como a lua cheia de feitiços e de alternativas, resta-nos contemplá-la mesmo a distância e imaginar que, um dia, por milagre, possa ela baixar dos céus e cair em nossos braços já cansados de esperar…” (Divagações ao Luar, Rio de Janeiro/RJ);

“Quando me ponho a pensar / Na cruel realidade da vida / Em que tantos vivem sofrendo / Bendigo a ilusão desmedida / Que muito nos faz sonhar. / Ó cruel realidade da vida / Que passou e eu não sei: / Que é da felicidade querida / Que em sonho encontrei?” (Tortura D’Alma);

“Quando se tem a alma pura e serena, / o coração nobre e cheio de fervor, / a própria vida nos parece pequena, / e não é preciso ir longe em busca da felicidade. / Sim, porque a verdadeira felicidade / justamente consiste na paz interior…” (Querida Maria, Rio de Janeiro/RJ, 1948);

 

“Eu a vejo, lá distante, a me acenar, / Braços abertos, como a me esperar… / E quem dera, pudesse eu ir / Logo ao seu encontro, / Pois é grande a saudade que sinto / Sem a sua presença a me consolar…” (Saudades da Minha Mãe, no Dia das Mães, Rio de Janeiro/RJ);

 

“Meu Pai, meu grande amigo… / Juntos agora no presente, / sentimos nossa vida tão vazia, / sofrendo a tortura da saudade, / relembrando tristemente / tudo aquilo que tivemos no passado, / e que não esquecemos jamais…” (Palavras a Meu Pai no Dia dos Pais, Rio de Janeiro/RJ, 1978);

“O Penedense geralmente é um idealista, sonhador, dotado de veia poética e de grande lirismo. (…) O tempo pode passar, a vida se modifica, a gente se ausenta da terra natal, mas quando Deus nos concedeu uma alma forte, plena de sensibilidade, de amor e de carinho, jamais esquecemos o lugar onde nascemos, e este sentimento perdurará eternamente até o fim de nossa existência.” (Nostalgia Penedense, Rio de Janeiro/RJ, 1997);

“Quando um dia eu morrer / E os meus arquivos vierem remexer, / As tuas cartas hão de encontrar, / Cartas que nunca tive coragem de rasgar… / Elas revelam todo o nosso passado / Repleto de preciosas emoções, / De sonhos e ilusões de um lindo amor / Que não chegou mesmo a florescer, / E que o destino cruel fez arrefecer, / Destruindo a paixão que nos envolveu…” (Quando Eu Morrer, Rio de Janeiro/RJ);

 

O mal do brasileiro é comemorar as coisas por antecipação, antes que elas tenham realmente acontecido.” (sobre as competições esportivas e copas do mundo perdidas, Rio de Janeiro/RJ);

 

A internet pode ser muito boa, mas também ensina muita coisa ruim.”

 

ZURICA GALVÃO PEIXOTO.


MISSA DA SAUDADE

          Convite da Família Peixoto para a “Missa da Saudade“, sobre os 10 Anos de Falecimento da Penedense ZURICA GALVÃO PEIXOTO (1914 – 2005).

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