GERSON Argolo FILHO


LP Gerson Filho - É prá Valer - RCA

LP Gerson Filho – É prá Valer – Gravado RCA

– GERSON FILHO –

UM REI COROADO LONGE DO SEU CASTELO

PREFÁCIO

          O Nordeste Brasileiro teve bem representado musicalmente falando, por um dos maiores representantes do gênero musical sertanejo/nordestino, o eterno GERSON FILHO. Um homem que encantou os admiradores da boa música com o incomparável som de sua mágica “Sanfoninha” avermelhada.

         Nascido na histórica cidade de Penedo (Alagoas), se alto afirmou no Estado do Rio de Janeiro, mas com o passar do tempo, escolheu o Estado de Sergipe onde foi acolhido e venerado.

        Falamos do compositor e instrumentista e acordeonista GERSON FILHO que com seus próprios méritos, merecidamente, recebeu a alcunha de: “O REI DOS 8 BAIXOS“.

           O inovador e revolucionário GERSON FILHO, sempre fiel na afinação de sua sanfona em tom natural, fato memorável que se tornou uma de suas características, com isso, se firmou como um músico de seu tempo, o autêntico solista de 8 baixos.

          Assim, apoiado por sua eterna esposa, a cantora CLEMILDA (Clemilda Ferreira da Silva), também Alagoana (nascida a 01/09/1936 – São José da Lage/AL), GERSON FILHO honrou Alagoas e encantou o Brasil.

O INÍCIO

          No dia 12 de maio de 1915, na Fazenda Mundeis, no histórico Município de Penedo (AL) nasceu GERSON ARGOLO FILHO, filho de Henrique Argolo Filho (Fazendeiro da Região de Camaçari/AL) e Maria Etelvina da Conceição (Doméstica), um dos grandes inovadores e revolucionários, profissional (solista) do forró.

             Filho de família humilde da Capital do Baixo São Francisco (Penedo), teve sua infância ao lado de seus 3 (três) irmãos (MANOEL, JOSÉ e AVELINO), tendo ele frequentado e concluído apenas o grau de escolaridade “primário” (atual ensino fundamental) em uma Escola Municipal no bairro “Barro Duro” (atual Bairro de Santa Luzia), em Penedo/AL.

         Quando ainda garoto, popularmente falando “Da noite pra o dia”, aprendeu a tocar “Sanfona”, a princípio por curiosidade, não tendo sofrido influência de alguém em seu aprendizado, conforme declarou em entrevista a um de seus grandes amigos (José Batista Alves – Aracajú/SE – 29/07/1989). Isso, apesar de ter tido uma grande admiração pelo Velho CAROLA (Zé Moreno), um notável puxador de “Fole de 8 Baixos“ e considerado o melhor sanfoneiro das margens do Velho Chico.

        Ágil e dotado de uma impressionante destreza, aquele afamado e talentoso tocador, dedilhava os botões de sua harmônica “Pé-de-bode” (carinhoso apelido), como muita facilidade e encantava aquele que no futuro seria o consagrado Sanfoneiro GERSON FILHO. As incríveis manobras realizadas por CAROLA com sua pequena concertina, deixava o jovem GERSON abismado e interessado sobre o assunto.

          Aos 12 anos de idade (1927), GERSON já havia aprendido a tocar sanfona. Na época, a primeira música executada por Gerson, com uma rouca sanfona emprestada, com a qual aprendeu a tocar, foi “Mulher Rendeira” um som folclórico, que tempo depois, obteve muito sucesso. Com a mesma idade compôs o forró “Choveu na Minha Roça”.

          Com o passar do tempo seu nome era falado pelas ruas, praças e avenidas do município em que nascerá. Junto a tudo isso, veio uma melhora financeira, então, Gerson teve condições de adquirir sua primeira “Sanfona de 8 baixos”. Com ela, o som nos bailes na “Região Rural” foi mais próspero. Das festas nas fazendas, logo surgiram convites para apresentações nos “Arrasta-pés” em casebres dos bairros de Penedo. Mas quando o nome GERSON FILHO começou a ser cogitado para animar eventos da alta sociedade Penedense, ele simplesmente se ausentou de sua terra natal.

           A propagação do nome e fama do admirador, ou provável, discípulo de CAROLA era incontestável. Chegando a ser o mais requisitado para as festas da região, principalmente, no trecho das cidades de Penedo/AL e Propriá/SE.

           Na ocasião, essa cidade sergipana, atravessava uma fase áurea como detentora que era de um excessivo apogeu, portanto, tinha como seus grandes astros (musicais) GERSON FILHO e AGENOR DA BARRA, os quais ali se apresentavam com frequência, nos cabarés (casas dos pecados) da referida cidade, considerado os mais famosos das barrancas e águas do Baixo São Francisco.

           Pra se ter uma ideia, os sertanejos que se deslocavam dos confins do sertão, gananciosos de luxúrias, ao desembarcarem das canoas, seguiam urgentemente para os cabarés, principalmente para o “GATO PRETO” e o “XPTO”, nos arredores do “Ferro de Engomar”, local onde os caboclos procuravam os carinhos, dengos e bailados das mundanas que se requebravam ao som inigualável da sanfona de GERSON FILHO.

A BUSCA PELO SUCESSO

          Antes mesmo de ser um afamado tocador de forró, o arguto jovem Penedense já tinha uma intuição do sucesso, tanto que antes de adotar o nome artístico “GERSON FILHO”, utilizou os pseudônimos de: “Penedo”, “Baianinho da Sanfona” e “Zé Piaba”.

         O tempo passou e aos 23 anos (1938) de idade, com espírito forte e aventureiro, acreditando em seu enorme potencial, de uma hora pra outra, ARGOLO deixa o Nordeste (Região do Baixo São Francisco), cujo objetivo era chegar a cidade maravilhosa (Rio de Janeiro/RJ) do Brasil.

         Consta que primeiramente foi à Aracajú/SE, em seguida de carona rumou para Salvador/BA e clandestinamente viajou em um barco até Ilhéus/BA. Bom de papo, logo nos primeiros dias GERSON estabeleceu contato (camaradagem) com um caminhoneiro que fazia a linha Ilhéus/BA – Vitória/ES, então, como “Ajudante de Caminhão“, foi fácil continuar a execução de seu plano de viagem, chegando à capital Capixaba. Entretanto, para concluir a viagem teve pouca escolha, seguiu parte do caminho como “Trocador de Ônibus“ e depois um longo trecho a pé. Quisera ou não, o destino dele estava traçado para o sucesso.

             Com muito esforço, finalmente GERSON FILHO chega a cidade do Rio de Janeiro em busca de seu espaço. Lá, ele foi funcionário nas Lojas Americanas, Cruzeiro do Sul e também operário de uma Fábrica de Cerâmica.

          Ciente das atividades que estava exercendo em prol de sobreviver naquela metrópole, GERSON não moderou seu entusiasmo pela sanfona, não a deixou em segundo plano, pois, sabedor de suas possibilidades para vencer artisticamente, aguardava atentamente a primeira oportunidade.

         Ainda em 1938, GERSON resolveu demonstrar suas habilidades, na Rádio Guanabara, no Programa de ARI BARROSO, participando das eliminatórias do quadro de Calouros “Caminho da vitória”. No referido evento, GERSON FILHO foi o grande vencedor. Como reconhecimento logo foi contratado pela referida emissora.

        Em 1950, no instante em que aguardava um coletivo, passou a conversar com dois moços (desconhecidos) que estavam naquele ponto de ônibus. Mal sabia ele que se tratava da famosa dupla caipira VENÂNCIO e CORUMBÁ e, que ambos já o conheciam. Daí por diante surgiu uma amizade entre os três, tendo a dupla logo o convidado a participar de todos os seus shows, tendo GERSON aceitado.

           Para quem estava distante de seus familiares, o apoio da dupla, VENÂNCIO e CORUMBÁ, veio em boa hora, principalmente pelo lado profissional. O grande GERSON deu novos passos, recuperando assim sua alta estima.

              Ainda em 1950, estreia na Rádio Tamoio – AM 900 Khz, mas, novas dificuldades surgem pela frente, interrompendo sua carreira. Demonstrando na prática ser um homem capaz de enfrentar as adversidades com o mesmo estado de espírito com que habitualmente encarou o lado bom da vida. Sem nenhum constrangimento, guardou sua sanfona e voltou a exercer a função de “Trocador de ônibus”.

           Foi apenas um susto. Em pouco tempo, GERSON FILHO retornou as atividades artísticas, principalmente no rádio, com a perspectiva de estreia em discos. Era uma nova fase, ou seja, seu grande triunfo. Logo, o êxito de seu sucesso seria espetacular, seu talento reconhecido e admirado. Qualidades estas que o levou a assinar contratos com as mais renomadas emissoras do país.

         Em certa ocasião, GERSON conhece VENÂNCIO DE HOLANDA e, mesmo não demonstrando grande interesse para gravar seus trabalhos, logo foi convencido por HOLANDA a realizar tal proeza. E assim, o sanfoneiro GERSON FILHO foi apresentado a direção da Fábrica de Discos TODAMÉRICA.

        Com a assinatura do contrato, a Gravadora TODAMÉRICA lhe dera a oportunidade de confirmar seus reais méritos de sanfoneiro. Surgiu então, a gravação do seu primeiro trabalho (1º disco em 78 rpm), o qual interpretou ao som de um “acordeom” as composições musicais: “Quadrilha na Cidade”(quadrilha) e “Catingueira do Sertão”(baião).
          Com isso, GERSON FILHO se consagraria no precursor da “Sanfona de 8 Baixos”, pioneirismo que o tornaria um marco na História da Fonografia Brasileira, sendo ele também, o primeiro a compor e gravar com tal instrumento, uma “quadrilha” (primeira obras do gênero) e um “baião” (cantado), uma música em homenagem a Catingueira (vegetação do sertão nordestino e considerada afrodisíaca).

            Foi também em 1953, que GERSON apresentou seu segundo álbum (78 rpm), com as músicas “Choveu na Minha Roça” (forró) que ele compôs aos 12 anos de idade e, “Maracanã” (quadrilha), ambas de autoria de GERSON FILHO e sua inseparável “Sanfona de “8 Baixos”.

           Devido a um erro do editor, o selo publicado no disco indicava a música “Choveu na Minha Roça” como sendo um “baião”, fato contestado por GERSON, que afirmou veemente tratar-se de um forró. A citada música foi considerada como sendo a primeira gravação do gênero (fato inovador).

       Com o sucesso em alta, para sacramentar, GERSON fecha o ano apresentando seu terceiro disco (78 rpm), com mais duas excelentes músicas de sua autoria: “Canaan” (rancheira) e “Mangaba” (baião), ambas interpretadas pelo próprio GERSON FILHO (8 baixos) acompanhado de Conjunto, também pela Gravadora TODAMÉRICA.

             Entre os anos de 1955 e 1956, O famoso sanfoneiro continua a gravar para a TODAMÉRICA e publica mais 6 (seis) discos (78 rpm).
Em 1957, com o contratado prestes a não ser renovado, junto a Gravadora Todamérica, devido estar sendo cobiçado por outras gravadoras, GERSON FILHO grava seus últimos discos em 78 rpm, inclusive um “LP” (Long Play) – “Oito BaixosGerson Filho (Solista Sanfona de 8 Baixos).

           No referido LP, foi regravado 8 (oito) de suas magníficas criações, 4 (quatro) músicas inéditas e as demais já bastante prestigiadas pelo seu numeroso público. Assim, com esse trabalho podemos considerar, como sendo o término da primeira fase da carreira (iniciada em 1953 – Gravadora Todamérica) de GERSON FILHO, bem como de grande importância para a Música Popular Nordestina ou para alguns críticos, “Forró Pé de Serra”.

      Em 1958, assina contrato coma a RCA/Camden (posteriormente denominada RCA/Victor) e ocorreu o lançamento do LP (Long Play) “Gerson Filho – Fole de Oito Baixos”, onde o som da quadrilha era marcante, ritmo que ainda não havia sido gravado e que se popularizou no Nordeste.

          Surge então, a época de ouro em sua carreira, a qual tomou grande impulso. Através da de sua famosa Caravana, passa ele a fazendo muitas apresentações em circos, praças públicas e clubes, por todo o Brasil. Daí pra frente, o sucesso foi total, surgindo à gravação de novos discos (LP): “Ingazeira do Norte”, “Levanta poeira”, “É pra valer” e “Quadrilha Brasileira” (1967), todos pela CAMDEN, além de “Xodó de Sanfoneiro” (1960), “Lá Vai Fumaça” (1966), “Tá bom tá ou Vai ou Racha”, “O Rei dos 8 Baixos” e “Gerson Filho no Forró”.

          Após muitos anos residindo no Rio de Janeiro, em 1969, G. FILHO, estando na companhia de sua esposa CLEMILDA, retornou para a região do Nordeste, morando por pouco tempo nas cidades de Palmeiras dos Índios, Penedo e Maceió, todas no Estado de Alagoas, só fixando residência mais precisamente na cidade de Aracajú/SE, que acolheu muito bem o casal. Na ocasião, assumiu compromissos na Rádio Aperipê – AM 630 (antiga Rádio Difusora de Sergipe) e diariamente – das 08:00 às 09:00 horas, comandava o programa “Forró no Asfalto“.

           No ano de 1970, assinou contrato na Chantecler/Continental, tendo estourado com vários sucessos, gravando cerca de 17 (dezessete) discos (LPs), entre os quais:
– “Gerson Filho” – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 1) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 2) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 3) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 4) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 5) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 6) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 7) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 8) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 9) – Continental – LP;
– “Oito Baixos” (Vol. 10) – Continental – LP;
– “Gerson Filho – Oito Baixos Brasileiros” – Continental/Musicolor – LP – 1972;
– “Forró com Briga” – Musicolor – LP – 1976.

            Aos 57 anos, GERSON FILHO lançou o disco “Xote da Cobra Doida” (Continental – 1982), interpretando diversas composições de sua autoria, bem como de seu principal parceiro, o compositor ISNALDO SANTOS, entre as quais:
– Minha Festa, Nossa Festa;
– Xote da Cobra Doida;
– Forró de Chão Batido, todas de autoria: G. FILHO.
– Tropé Seguro;
– Dança Comigo (quadrilha);
– Forró na Bulandeira;
– Esse xote é bom, todas de autoria: ISNALDO SANTOS.

SUAS ORIGENS

            É verídico dizer que em pouco tempo, o sucesso e a glória vieram com uma rapidez impressionante. Fazendo com que todo o Brasil admirasse o original e sublime ritmo (som) daquela sanfona. Mas, suas origens, GERSON FILHO jamais esqueceu, muito menos de seus queridos amigos que havia deixado na “Princesinha do São Francisco”, cidade de Propriá (SE).

         Em pleno auge da fama, residindo na cidade do Rio de Janeiro, GERSON e CLEMILDA, frequentemente realizavam visitas à cidade de Propriá/SE (A Princesinha do São Francisco), e com todo prazer costumavam visitar várias moradias da famosa cidade ribeirinha, inclusive, uma na Rua do Meio, residência do casal Senhor BODEGA e Dona LALU, para com eles prosear e saborear um gostoso e aromático café.

         O grande parceiro (esposo) de CLEMILDA era considerado pelos amigos e seus conterrâneos como um homem essencialmente generoso e grato, por sua vez, aproveitou a fama para prestigiar dois pequenos bares de antigos e estimados colegas dos tempos das “vacas magras”, “A Bodega do Bodega” e o “Bar do Patu”, compondo e gravando dois extraordinários forrós e deu-lhes os seguintes títulos:
– Na Bodega do Bodega;
– Forró do Patu.

          Já residindo em Aracajú/SE, a partir do final da década de 60, GERSON E CLEMILDA mantinham grandes amizades, inclusive com ANASTÁCIA e DOMINGUINHOS (São Paulo/SP), os quais por várias vezes foram seus hospedes e vice versa. Na gravação da Coleção Gerson Filho 8 Baixos Brasileiros (volume nº 10), entre outras músicas, GERSON gravou a quadrilha “De Maceió à Penedo” (faixa nº 01 – composição de GERSON FILHO e DOMINGUINHOS) e também “Quadrilha em Boqueirão” (faixa nº 02 – autoria de ANASTÁCIA e DOMINGUINHOS), porém, nesse disco GERSON recebe uma bela homenagem em vida, “Homenagem à Gerson Filho” (faixa nº 05 – composição de ANASTÁCIA e DOMINGUINHOS).

REALIZAÇÃO DO SONHO

          Durante sua carreira artística, o jovem GERSON trazia com sigo um desejo, ou melhor, o grande sonho de gravar um disco na RCA/Victor. Na época, considerada pela crítica como a maior e mais famosa gravadora do Brasil. Esse feito se concretizou, além disso, outros discos foram gravados por outras gravadoras e todos com enorme respeito e estrondosa popularidade.

           Foi como compositor que GERSON FILHO teve o privilégio de ter seus trabalhos gravados por LUIZ GONZAGA, ARÍ LOBO, ELIZETH CARDOSO, FAGNER, JOÃO NOGUEIRA, JACKSON DO PANDEIRO, DOMINGUINHOS, OSWALDINHO, JOELSON DOS 8 BAIXOS, MASTRUZ COM LEITE e centenas de sanfoneiros de todos os Estados Brasileiros gravando suas composições.

LP - Baianinho da Sanfona Vol 2 - Copacabana

LP – Baianinho da Sanfona Vol. 2 – Gravadora Copacabana

        No ano de 1978, como tinha contrato de exclusividade com a Continental, GERSON FILHO optou por utilizar seus pseudônimos (Baianinho e Zé Piaba) para aproveitar as horas vagas e movimentar o mercado fonográfico. Mas, o jeito peculiar de executar sua sanfoninha não deixou dúvida para os que sempre o acompanhou. Os acordes mágicos dos sons extraído de tal instrumento rudimentar foram executados por GERSON ARGOLO FILHO, o “Rei dos 8 Baixos”, pois ele era inigualável.

LP - Baianinho da Sanfona Vol. 2 - Copacabana

LP – Baianinho da Sanfona Vol. 2 – Copacabana

           Prova disso é a publicação do LP (Long Play) pela Gravadora Copacabana, o qual contém 12 composições e todos os arranjos mantém a mesma fidelidade e o tom brejeiro extraído da referida sanfoninha. Destaque para a primeira faixa “Bafo de Bode” (Autor: Bezerra dos 8 Baixos), bem como “Pisando em Brasa” (autores: G. Amorim/Mestre Lindú) e “Arrasta o Pé Argolo” (Autor: Mestre Lindú), cuja música homenageia o nome do menino Penedense GERSON  “ARGOLO” FILHO.
– “Baianinho da Sanfona – Forró Sem Briga” – Vol. 2.
Lado A:
01. Bafo de Bode (Bezerra dos 8 baixos);
02. Quadrilha do Quincas (Paraíba dos 8 baixos);
03. Pisando na Brasa (G. Amorim – Mestre Lindú);
04. 8 Baixos Fogueteiro (Zé Mamede – Dunga);
05. Esquenta Mulher (Zé Mamede – Célio C. M.);
06. Arrasta o Pé Argolo (Mestre Lindú – Xavier).
Lado B:
01. Bagaço Grosso (Célio C. M. – G. Amorim);
02. Quadrilha da Copa (Lindú – Xavier);
03. Limpa o Beco (Pipa);
04. Tá Porreta (Pipa – Miriam Nascimento);
05. Arregaça (Miriam Nascimento – Célio C. M.);
06. Forró no Brega (Zé Mamede – Dunga).

          Do inicio ao fim de sua carreira seja tocando ou compondo quadrilhas, forró, baiãos, xotes, xaxados, sambas, rancheiras, valsas, frevos. GERSON era a mais pura e fidelidades e expressão das raízes Nordestina. Mas em 1994, veio a ocorrer sua morte, era o fim de um reinado, mas deixou seu maravilhoso trabalho imortalizado.

          Em Alagoas, por sua importância como referência da musicalidade e da cultura nordestina, foi criado, o Troféu Gérson Filho de Cultura Popular, mas é no Estado de Sergipe, principalmente em Aracajú e Propriá, que GERSON FILHO, sem dúvida, tem seu trabalho mais valorizado. Fica até mais fácil e original dizer:
– “GERSON FILHO é Sergipano !


SUCESSOS LANÇADOS PELO REI DOS 8 BAIXOS:

Em 1953:
1º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
– Lado A:
– “Quadrilha na Cidade” (quadrilha) – Autor e Interprete: Gerson Filho – gravada: 09/04/1953 – lançadas: 05/1953;
– Lado B:
– “Catingueira do Sertão” (baião) – Autor e Interprete: Gerson Filho – gravada: 09/04/1953 – lançadas: 05/1953.
2º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
– Lado A:
– “Choveu na Minha Roça” (forró) – Autor e Interprete: Gerson Filho – gravada: 02/06/1953 – lançada: 08/1953;
– Lado B:
– “Maracanã” (quadrilha) – Autor e Interprete: Gerson Filho – gravada: 02/06/1953 – lançada: 08/1953.
3º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
– Lado A: “Canaan” (rancheira) – Autor e Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 02/05/1953 – lançada: 11/1953;
– Lado B: “Mangaba” (baião) – Autor e Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 02/05/1953 – lançada: 11/1953, ambas acompanhado de Conjunto.
Em 1954:
4º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
– “Gerson Filho com conjunto e coro” – Título da capa: Baião do Soldado:
Lado A: – “Baião do Soldado” (autores: Gerson Filho e Antônio Filho) – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) Conjunto e Coro – gravada: 17/03/1954 – lançada: 03/1954;
Lado B: – “Baião em Caxias” (autores: Gerson Filho, Estanislau Silva e Agnaldo Assis) Interprete: Gerson Filho (8 baixos) Conjunto e Coro – gravada: 17/03/1954 – lançada: 03/1954 – gravada: 17/03/1954 – lançada: 03/54.
5º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Imperial” (baião) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 17/03/54 – lançada: 04/1954;
Lado B: – “Casa velha” (polca) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 17/03/54 – lançada: 04/1954.
6º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Devagar com o Andor” (baião) – Autores: Gerson Filho e Salvador Miceli – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 10/05/1954 – lançada: 1954;
Lado B: – “Marombando” (Rancheira) – Autores: Gerson Filho e Salvador Miceli – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 10/05/1954 – lançada: 1954.
7º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Baião Calado” (baião) – Autores: Gerson Filho e Salvador Miceli – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 10/05/1954 – lançada: 1954;
Lado B: – “Valsa do Vira” (valsa) – Gerson Filho e Salvador Miceli – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 10/05/1954 – lançada: 1954.
Em 1955:
8º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Comendo e Chorando” (Choro) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 10/06/1954 – lançada: 1955;
Lado B: – “Choramingando” (Choro) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 10/06/1954 – lançada: 1955.
9º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Quadrilha na Roça” (quadrilha) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 03/03/1955 – lançada: 05/1955 (regravada em 1959);
Lado B: – “Torcida do Flamengo” (baião) – Autor: Pachequinho (Maestro) – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 03/03/1955 – lançada: 05/1955.
10º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “O Dia do Papai” (baião) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 03/03/1955 – lançada: 08/1955;
Lado B: – “Baião da Alta-Roda” (baião) – Autor: Pachequinho (Maestro)– Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 03/03/55 – lançada: 08/1955.
11º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Peixada no Pina” (rancheira) – Autores: Salvador Miceli e Carlos Figueiras – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 03/03/1955 – lançada: 09/1955;
Lado B: – “O Gogó da Ema” (baião) – Autores: Gerson Filho e Salvador Miceli – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 03/03/1955 – lançada: 09/1955.
12º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Eta Pagode Bom” (baião) – Autor: Salvador Miceli – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 03/03/1955 – lançada: 09/1955;
Lado B: – “Maroto” (choro) – Autores: Salvador Miceli – Interprete: Gerson Filho (Acordeão) – gravada: 03/03/1955 – lançada: 09/1955.
Em 1956:
13º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Rosinha” (baião) – Autor: Florentino Coelho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 06/03/1956 – lançada: 1956;
Lado B: -“Fanfarronada” (rancheira) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 06/03/1956 – lançada: 1956.
Em 1957:
14º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Sete Quedas” (baião) – autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 06/03/1956 – lançada: 1957;
Lado B: – “Baião Paulista” (baião) – Autores: Gerson Filho e Ermínio Vale – interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 06/03/1956 – lançada: 06/1957.
15º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Sarita” (rancheira) – Autores: Benedito Toledo e Santos Rodrigues – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 17/09/1956 – lançada: 06/1957 (regravada pela RCA/Victor, em 19..);
Lado B: – “Macaco é Tio Antônio” (baião) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 17/09/1956 – lançada: 06/1957.
16º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Desengonçado” (baião), – Autor: Otávio Babo Filho (Advogado) – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 17/09/1957 – lançada: 06/1957 (regravada em 1963 – RCA/Victor);
Lado B: – “Mate Amargo” (rancheira) – Autores: Carlos F. Bravo e Francisco Brancatti – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 17/09/1957 – lançada: 06/1957 (Gravada também por Altamiro Carrilho).
17º Trabalho – Disco Long Play (LP) – TODAMÉRICA:
– “Gerson Filho – Oito Baixos”:
– Lado A:
01. Cantingueira do Sertão – Baião (Gerson Filho);
02. Bonitinho – Baião (Gerson Filho (8 baixos) – Miguel Lima);
03. Frevo Maluco – Frevo (Gerson Filho – Irmãos Orlando);
04. Três e Trezentos – (baião – c/ Gerson Filho e Miguel Lima).
Lado B:
01. Canaan – Rancheira (Gerson Filho);
02. Penéra o Baixo – Calango (Gerson Filho – Miguel Lima);
03. Candonga – Baião (Gerson Filho – Miguel Lima);
04. Sanfona na Escócia – Polca (Gerson Filho).
18º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Aguenta o Banzeiro” (marcha) – Autores: Gerson Filho e Miguel Lima – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 17/09/1957 – lançada: 06/1957.
Lado B: “Tenência do Tangerino” (baião) – Autores: Gerson Filho e Isaías de Freitas – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 17/09/1957 – lançada: 06/1957.
19º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Por Mulher Nunca Chorei” (marcha) – Autores: Gerson Filho e Otávio Filho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
Lado B: “Cuidado, Menina” (samba) – Autores: Luiz de Souza e Manoel P. Nunes – Interprete: Gerson Filho (8 biaxos).
Em 1958:
20º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor (gravação de 4 (quatro) discos):
Lado A: “Pra Livrá de Confusão” (polquinha) – Autor: Miguel Lima – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Papai Me Disse” (rancheira) – Autores: Sebastião Silva e Astrogildo Meireles – Interprete: Gerson Filho (8 baixos), ambas com vocal de Luiza Vidal.
21º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Quadrilha Brasileira” (quadrilha) – Autores: Gerson Filho e Aguiar Filho – interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Segure-Gure” (baião) – Autores: Gerson Filho e Otávio Filho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
– 22º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor
Lado A: “Galinha Arrepiada” (baião) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Tem Dó” (polca) – Autores: Gerson Filho e João Barros – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
23º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA:
Lado A: “Baião da Capelinha” (baião) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Forró do Zé Lagoa” (forró) – Autores: Gerson Filho e Francisco Anísio (Comediante Chico Anísio) – Interpretes: Gerson Filho (8 baixos), Nancy Vanderley e esposo Francisco Anísio.
24º Trabalho – Disco Long Play (LP) – RCA/Victor:
– “Gerson Filho e seu Fole de oito Baixos” – RCA/Victor – LP.
Em 1959:
25º Trabalho – Disco 78 rpm – TODAMÉRICA:
Lado A: – “Quadrilha na Roça” (quadrilha) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos) – Trata-se de uma regravação (gravada: 03/03/1955 – lançada: 05/1955);
Lado B: – “Três e Trezentos” (baião) – autor: Miguel Lima – interprete: Gerson Filho (8 baixos) – gravada: 03/03/1959 – lançada: 06/1959 – última gravação em 78 rpm pela Todamérica (Gravada também por Luiz Gonzaga (disco Chamego) e Valter da Maceno).
26º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Nossa Polca” (polca) – Autores: Gerson Filho e Aguiar Filho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Xote da Saudade” – (xote) – Autores: Florentino Coelho e Armando Costa – – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
27º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Chamego do Henrique” (Chamego) – Autor: Aguiar Filho – interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Lambari Dançante” (xote) – Autor e interprete: Gerson Filho (8 baixos).
28º Trabalho – Disco Long Play (LP) – RCA/Victor:
– “Fole de oito Baixos” – Gerson Filho com acompanhamento.
Lado A:
01. Forró do Zé Lagoa (Gerson Filho / Chico Anísio)
02. Macaco Velho (Miguel Lima / Gerson Filho)
03. Galinha Arrepiada (Gerson Filho)
04. Tem Dó (João Barone / Gerson Filho)
05. Xote da Saudade (Florentino Coelho / Armando Costa)
06. Baião da Capelinha (Gerson Filho)
Lado B:
01. Nossa Polca (Gerson Filho / Aguiar Filho)
02. Segure-Dure (Gerson Filho / Otávio Filho)
03. Serenô (Antônio Almeida)
04. Pra Livrá de Confusão (Miguel Lima)
05. Cuidado Menina (Luis de Souza / Manoel P. Nunes)
06. Quadrilha Brasileira (Gerson Filho / Aguiar Filho)
Em 1960:
29º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Forró no Salão” (forró) – Autores: Agenor Lourenço e Dini Goulart – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Namoro no forró (forró) – Autores: Miguel Lima, Aguiar Filho e Geraldo Maia – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
30º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Teimoso” (samba) – Autor: Otávio Filho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Vem cá” (xote) – Autor: João Barone – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
31º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Respingadinho” (baião) – Autores: Gerson Filho e Otávio Filho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Madrugada” (guarânia) – Autores: Gerson Filho e Irmãos Orlando – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
– 32º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor
Lado A: “Orgia Lua Branca” (baião) – Autores: Jaime Gaspar e Aguiar Filho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Isso é Que é Bom” – (forró) – Autores: Jaime Gaspar e João Silva – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
Em 1961:
33º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Ó, Lia” (forró) – Autores: João Silva e Penedo – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Xodó de sanfoneiro” (xote) – Autores: Gerson Filho e Isnaldo Santos – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
34º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Roedeira” (forró) – Autores: Gerson Filho e Ari Monteiro – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Forró do Capitão” (forró) – Autor: Orlando Villa (Militar do Exército Brasileiro) – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
35º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Figura de Mulher” (bolero) – Autor: J. Varriol – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “De Penedo a Propriá” (baião) – Autores: Gerson Filho e Aguiar Filho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
Em 1962:
36º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Forró do Galigá”;
Lado B: “Chora na Rampa” (forró) – Autores: Penedo e Adão Ferreira / – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
Em 1963:
37º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Baião da Meia-Noite” (baião) – Autores: Gerson Filho e Otávio Filho – Interprete: Gerson Filho (8 baixos);
Lado B: “Na Bodega do Bodega” (forró) – Autores: Gerson Filho e Doca – Interprete: Gerson Filho (8 baixos).
38º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
Lado A: “Desengonçado” (baião) – Autor: Otávio Babo Filho (Advogado) – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – Trata-se de uma Regravação (gravada: 17/09/1957 – lançada: 06/1957 – Todamérica).
Lado B: “Xote em Ribeirão” (xote) – autor: Demétrio Silva – Interprete: Gerson Filho (8 baixos) – RCA/Victor – 78 rpm.
39º Trabalho – Disco – Compact 33 Double – RCA/Victor:
– “Gerson Filho – Lá Vai Fumaça”:
Lado A:
– “Lá vai fumaça” (autor: Gerson Filho)
– “Bom é Esse” (autores: Gerson Filho/Doca))
Lado B:
– “Desengonçado” (Gerson Filho/Otávio Filho);
– “Toca Moço” (autor: Ari Monteiro).
Em 1966:
40º Trabalho – Disco 78 rpm – RCA/Victor:
– “O Forro da Coreiá” – Gerson Filho (Fole de 8 baixos c/ Conjunto) – RCA/Victor – Compacto Simples
Lado 1: “O Forró na Coréia” (c/ Elino Julião e Oliveira Batista);
Lado 2: “Dança do Toré” c/ Jacinto Silva e Rangel), ambas interpretada por Clemilda e acompanhamento Gerson Filho.
Em 1967:
41º Trabalho – Disco Long Play (LP) – RCA/Camden:
– “Quadrilha Brasileira” – Gerson Filho – Fole de 8 Baixos.
Lado A:
01. Quadrilha do Cabo (Penedo);
02. Sanfona do Barbino (João Silva e Abelardo Barbosa “Chacrinha”);
03. Tradição de Penedo (Penedo);
04. Vadeia Gente (Penedo);
05. Quadrilha das crianças (João Silva e Gerson Filho);
06. Ou Vai ou Racha (Geraldo Nunes e Gerson Filho).
Lado B:
01. Quadrilha brasileira (Gerson Filho e Aguiar Filho);
02. Dança do Arara (Penedo e Ataide Pereira);
03. Varandão da Fazenda (Gerson Filho – Rangel);
04. Meu Sertão, Meu Sertãozinho (Gerson Filho e Sebastião Rodrigues);
05. Aguenta o Banzeiro (Gerson Filho e Miguel Lima);
06. Fim de Baile (Penedo).
Em 1970:
42º Trabalho – Disco Long Play (LP) – POPULAR DISCOS:
– “Gerson e Seu (sua) Oito baixos”.
Face A:
01. Forró na fazendinha (forró – c/ Assis Barros);
02. Forró do Zé do fole (forró – c/ Ernesto Pires);
03. Arrasta-pé no brejo (arrasta pé – c/ Elias Salomão);
04. Alegria do sertão (arrasta pé – c/ Raymundo Mundola);
05. Cavalo manco (forró – c/ Elias Salomão);
06. Forró alegre (forró – c/ Amadeu Alves – Antonio Sobrinho).
Face B:
01. O Sanfoneiro só Tocava Isso (polca – c/ Haroldo Lobo – Geraldo Medeiros);
02. Não Pise no Meu Calo (xote – c/ Raymundo Mundola);
03. Forró em Goiania (forró – c/ João Bezerra);
04. Dançando Mazurka (mazurca – c/ José Caldas);
05. Forró Sem Briga (forró – c/ Amadeu Macedo – Garcia Santos);
06. Fim de Festa (polca – c/ Zito Borborema).
Em 1972:
43º Trabalho – Disco Long Play (LP) – MUSICOLOR:
– “Gerson Filho – Oito baixos brasileiros”.
Lado 1:
01. Oito baixos brasileiros (Gerson Filho)
02. Solte o bode (Gerson Filho)
03. Dá o serviço, moço (Gerson Filho)
04. Pot-pourri de tangos:
– A média luz Edgardo Donato – Carlos C. Lenze)
– Cantando (Mercedes Simone)
– Figura de mulher (Gerson Filho)
05. Desafiando o galo (Gerson Filho)
06. A pisada é esta (Gerson Filho)
Lada 2:
01. Feriado no sertão (J. Luna)
02. Eu toco assim (Gerson Filho)
03. Sertão do meu Brasil (Gerson Filho)
04. Mariazinha (Gerson Filho)
05. Segura a dama (Gerson Filho)
06. Prende o chinelo, menina (Gerson Filho)
Em 1976:
44º Trabalho – Disco Long Play (LP) – MUSICOLOR:
– “Forró 8 Baixos” – Gerson Filho– Vol. 8.
Lado 1:
01. Balance o mangaio (Ulisses Silva);
02. Rei do nordeste (Gerson Filho);
03. Flor de São João (Gerson Filho);
04. As quatro coisas (Gerson Filho);
05. Forró do bigodão (Gerson Filho);
06. Maxixe baiano (Gerson Filho).
– Lado 2:
01. Rancheira mineira (Gerson Filho);
02. Tô procurando (Gerson Filho);
03. A sanfona do ceguinho (Isnaldo Santos);
04. Xamego no Cariri (Ulisses Silva);
05. Você é meu, Maceió (Ulisses Silva);
06. Maria que sono é esse (Gerson Filho).
Em 1976:
45º Trabalho – Disco Long Play (LP) – CONTINENTAL:
– “Forró com Briga – Gerson Filho (Solista de 8 baixos)”.
Face A:
01. 8 baixos brasileiros (Gerson Filho);
02. Eu toco assim (Gerson Filho);
03. Eu sou mais eu (Gerson Filho);
04. Festa junina (Gerson Filho);
05. Ah! Maré (Gerson Filho);
06. Forró do Zé Piaba (Dominguinhos);
07. Empurra o bronze (Gerson Filho).
Face B:
01. Bate Quente (Gerson Filho);
02. Forró Alegre (Gerson Filho – Clemilda);
03. Alegria no Sertão (Gerson Filho – Clemilda);
04 Forró na Uberlândia (Gerson Filho – Clemilda);
05. De Jacobina a Juazeiro (Gerson Filho – Clemilda);
06. Macaco é o Tio Antonio (Gerson Filho);
07. Devagar com o Andor (Gerson Filho – Salvador Micelli).
Em 1977:
46º Trabalho – Disco Long Play (LP) – MUSICOLOR:
– “Gerson Filho – Oito Baixos Brasileiros” – Vol. 9.
Face A:
01. Bicho Preto no Salão (Gerson Filho);
02. Forró do Caruaru (Gerson Filho);
03. Quadrilha do Giva (Gerson Filho);
04. Forró do Quereu (Gerson Filho);
05. Boi de Touca (Gerson Filho);
06. Forró em Cajazeira (Gerson Filho).
Face B:
01. Maisuca na Cuca (Gerson Filho);
02. Sanfoneiro Macho (Gerson Filho);
03. Na volta Ninguém se Perde (Gerson Filho);
04. Moça Namoradeira (Gerson Filho);
05. Pisa na Fulô (Gerson Filho);
06. Forró Paraibano (Gerson Filho).
Em 1978:
47º Trabalho – Disco L. Play (LP) – CONTINENTAL/MUSICOLOR:
– “Gerson Filho – Oito Baixos Brasileiros” – Vol. 10.
Lado 1:
01. De Maceió à Penedo (Dominguinhos-Gerson Filho);
02. Quadrilha em Boqueirão (Anastácia – Dominguinhos);
03. Poeira Cobrindo (Gerson Filho);
04. Arrasta-Pé no Sobradinho (Gerson- Filho);
05. Homenagem à Gerson Filho (Anastácia – Dominguinhos);
06. Minha Rancheira (Gerson Filho).
Lado 2:
01. Forró Encabrestado (Gerson Filho);
02. Quebrando Pedra (Gerson Filho);
03. Da Quem Te Dão (Gerson Filho);
04. Xamêgo do Painho (Gerson Filho);
05. D’esta D’esta (Anastácia- Dominguinhos), interpretação de Clemilda;
06. Xamêgo Baiano (Gerson Filho).
48º Trabalho – Disco Long Play (LP) – COPACABANA:
– “Baianinho da Sanfona – Forró Sem Briga” – Vol. 2.
Lado A:
01. Bafo de Bode (Bezerra dos 8 baixos);
02. Quadrilha do Quincas (Paraíba dos 8 baixos);
03. Pisando na Brasa (G. Amorim – Lindú);
04. 8 Baixos Fogueteiro (Zé Mamede – Dunga);
05. Esquenta Mulher (Zé Mamede – Célio C. M.);
06. Arrasta o Pé Argolo (Lindú – Xavier).
Lado B:
01. Bagaço Grosso (Célio C. M. – G. Amorim);
02. Quadrilha da Copa (Lindú – Xavier);
03. Limpa o Beco (Pipa);
04. Tá Porreta (Pipa – Miriam Nascimento);
05. Arregaça (Miriam Nascimento – Célio C. M.);
06. Forró no Brega (Zé Mamede – Dunga).
Em 1979:
49º Trabalho – Disco Long Play (LP) – MUSICOLOR:
– “Gerson Filho – Oito Baixos Brasileiros” – Vol. 11.
Face A:
01. Forró no Rancho Novo (José Vieira de Melo – Gerson Filho)
02. Chotes na Ribeira (Gerson Filho)
03. Quadrilha Sertaneja (Gerson Filho)
04. Forrozando (Anastácia)
05. Baile de Gafieira (José Vieira de Melo – Gerson Filho)
06. Forró no Pilá (Silvano – Gerson Filho)
Face B:
01. Vai que é Mole (José Vieira de Melo – Gerson Filho)
02. Balanço da Negra (Silvano – Gerson Filho)
03. Forró no Cabaré (Gerson Filho)
04. Forró no Tabuleiro (Silvano – Gerson Filho)
05. Maria Pé de Bumbo (Gerson Filho)
06. Até o Conde D’eu (Silvano – Gerson Filho)
Em 1979:
50º Trabalho – Disco Long Play (LP) – POPULAR:
– “Gerson Filho – Oito Baixos Brasileiros” – Vol. 2.
Face A:
01. Salve Belém do Pará (forró – c/ Gerson Filho);
02. Vem Cá Boneca (quadrilha – c/ Gerson Filho);
03. Tocando Maceió (rancheira – c/ Gerson Filho);
04. Bate Quente (forró – c/ Gerson Filho);
05. Taca Peito Moçada (forró – c/ Gerson Filho);
06. Minha Quadrilha (quadrilha – c/ Gerson Filho).
Face B:
01. Tambores do Amazonas (baião – Gerson Filho);
02. Massapé (forró – Gerson Filho);
03. Eu Gosto Assim (forró – Gerson Filho);
04. A Noite é Nossa (forró – Gerson Filho);
05. Tô Gostando (forró – Gerson Filho);
06. Vamos Vibrar (xotis – Gerson Filho).

O POVO SE DESLUMBRARAM TAMBÉM COM:

– Forró no Claro – 1960
– Cantando – 1960
– O forró é meu;
– Segure o dedo;
– Diabinho maluco;
– Bom é esse,
– Arrasta-pé de vaqueiro (Gerson Filho / Ofrísio Acácio);
– Tá Certo Assim (c/ Isnaldo Santos);
– Xote da pindaíba (c/ Isnaldo Santos);
– Balança o ganzá (c/ Isnaldo Santos);
– No Pé do Imbuzeiro (c/ Isnaldo Santos).

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